Dica do dia: tratamento para amenizar as cicatrizes pós cirúrgicas

Uma das preocupações comuns aos pacientes que se submetem a um processo cirúrgico, ou cirurgia plástica, é o tamanho da marca que ficará no corpo. Ao contrário do que o senso comum acredita, o processo de cicatrização da pele não é determinado, principalmente, pela técnica cirúrgica mas pela forma na qual se produziu a lesão. Dentre estes, um fator importante é a região corporal onde se situa o ferimento, pois as cicatrizes na parte central do peito, ombro e parte de cima das costas e, em sua grande maioria, nas pessoas de cor negra, são mais resistentes aos tratamentos. O processo de regeneração é bastante complexo e depende de vários fatores. A cicatriz é um tecido fibroso, que preenche o espaço do tecido que sofreu o trauma. A textura da fibra colágena que ocupa a região do corte é diferente da pele normal e pode ser percebida visualmente ou ao apalpar a região.

Segundo o médico de Curitiba Dr. Milton Jaime Daniel, o resultado final da cicatrização também depende de cada paciente: “Sempre deve ser levado em consideração a condição nutricional, histórico de doenças e o uso de medicamentos”, esclarece o cirurgião plástico.

Mas atualmente não é preciso mais conviver com as cicatrizes, que podem ser amenizadas ou eliminadas com produto à base de silicone, especificamente formulado para tratar e prevenir as cicatrizes, recentes ou antigas, resultado de cirurgias abdominais, cardíacas, de tireoide, cesarianas, queimaduras, remoção de tatuagem, acne, cortes, mordidas de animal, entre outros ferimentos.

-Estudos médicos constataram que só o contato do silicone com a cicatriz já ajuda a evidenciar o tratamento, mostrando após algum tempo de uso uma diminuição expressiva das marcas.

-O processo de cicatrização, explica o cirurgião plástico Milton Jaime Daniel, passa por várias etapas e, em geral, completa-se em dois anos. Nos 30 primeiros dias após a cirurgia, o sinal ainda é pouco visível. Entre o oitavo e 12º mês, ele se mostra avermelhado e, em alguns pacientes, elevado e largo. É no período chamado de tardio, após um ano, que este sinal começa a ficar mais claro e menos consistente.

-Quando a produção e a destruição das fibras colágenas são produzidas em quantidades equilibradas, a cicatriz é fina, acompanhando a anatomia ao redor da pele. Já quando há diferença na produção do tecido a marca é denominada de atrófica, quando a maturação não ocorre conforme o esperado. Sinais hipertróficos são considerados quando o colágeno é produzido em quantidade normal, mas a sua organização é inadequada, oferecendo aspecto desarmônico. Já o queloide é formado pela produção contínua e exagerada de colágeno jovem. Mais espesso que a hipertrófica, arredondado, se estende além dos limites da lesão original e pode estar associado a dor, coceira e desconforto.

-A prevenção é o melhor tratamento. Através de meios de contenção, cicatrizes recentes e lesões inestéticas podem ser cuidadas de forma indolor e eficaz. As tiras curativas ou pomadas devem ser utilizadas logo após o fechamento do ferimento. O tempo de uso e resultados são determinados de acordo com o tipo e idade da cicatriz.

 

O cirurgião plástico esclarece que por conta da compressão proporcionada pela fita de silicone, há uma redução do aporte sanguíneo, que reduz o número de fibroblastos e de substâncias que formarão essa nova cicatriz, evitando a hipertrofia. Outra hipótese também é a mudança de íons liberados da fita adesiva mudando as trocas de cargas entre as substâncias formadoras da cicatriz. “Orientamos as pacientes a usarem a fita de silicone por no mínimo 90 dias. O uso pode ser prolongado e deve ser associado ao uso de vestes compressivas”, orienta Dr. Milton Jaime.

Sobre Lise Crippa

Sou formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e Moda. Atuo em assessoria de comunicação e jornalismo de Moda. O universo Fashion faz parte da minha vida e do meu trabalho.